segunda-feira, 13 de abril de 2009
Enfim...
O dia já não é mais dia, é noite. Mais uma vez, sinto como se não tivesse feito nada. Acordei, fui à PUC, assisti a três aulas sonolentas, voltei pra casa, baixei um programa de remixagem, baixei músicas indianas, tentei remixá-las. Falhei. Minha irmã disse que ficou péssimo, fiquei triste, eu sou péssimo remixador, depois fiz uma passagem muito legal, não sou péssimo, tava zero triste. Já são quase sete da noite, segunda-feira, quero ir pra uma festa que vai ter em Botafogo. Botafogo é longe, amanhã cedo tenho aula, já passei o dia todo com sono, se eu for, o hoje vai se refletir em amanhã, vou acordar, assistir a três aulas sonolentas, remixar mais músicas, provavelmente não mais as indianas que não agüento mais ouvir. Twittaram da festa, todo mundo vai pra festa, acho que vou, penso no banho, penso na roupa, penso nas aulas sonolentas. Eu faço comunicação, preciso me comunicar, vou pra festa! Sou do tipo que acredita que as melhores aulas são fora da sala. Observar os outros. Realmente acredito, mas acabo bebendo e esquecendo tudo no dia seguinte. Isso soou meio alcoólatra, não sou alcoólatra. Só que já sou distraído naturalmente. Nasci pra distração, esqueço tudo, me perco em meus próprios pensamentos, entendo, repenso, esqueço. Nasci pra distração, do liquido amniótico à amnésia. E essa frase que eu escrevi foi só porque pensei nessa aliteração enquanto fazia o texto e achei que seria interessante botar aqui, antes que eu me esquecesse e esse conjunto de “ams” ficasse perdido pra sempre no imaginário coletivo. Não que a frase seja totalmente deslocada do conjunto da minha vida/do meu texto. Eu sou distraído, sou sim, mas acho que isso não tem muito a ver com a minha intenção inicial, que era fazer um atestado de inútil-que-não-faz-nada-de-relevante-mas-que-se-preocupa-com-isso. A desculpa pra mim mesmo é que fui chamado pra ser dj de uma festa, em que, certamente, não tocarei música indiana. A mesa do meu computador tá cheia de formiga, acho que foi o chocolate que a tia Pompéia deu de presente pra minha mãe, que, aliás, tava sensacional – era durinho por fora, mas, quando mordia, tinha palha italiana dentro – e twittaram mais da festa, tão vindo aqui pra casa esperar pela carona pra Botafogo. Nota mental: não beber vodka porque você esquece e não beber cerveja porque você engorda, nota mental²: uma garrafa de cerveja não faz mal, nota mental³: na verdade não existe uma “nota mental³”, tô achando esse texto um saco, enfim...
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Um comentário:
Ai, ai... Só você mesmo. hahaha
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