Mas meu telefone toca e não atendo. Pois é, não atendo. Para quê me desgastar com um moleque? É sim, moleque. É como sair com meu filho, que, graças a Deus, já se casou. Do que mais posso chamar um solteirão de trinta e poucos anos? Moleque. Fiquei lisonjeada quando soube do seu interesse por mim, mas seria ridículo. Ele tem idade para a minha filha. Não quero, não posso, não faço, não vou fazer o que minha mãe não faria e o que a minha filha reprimiria. Não vou gastar o meu tempo com um desajuizado que só quer se divertir com uma viúva. Me procura todos os dias, quer conversar longo em todas as festas, quer me beijar, quer me tocar, quer me levar para a cama. Não quero, não posso, não farei. Calmante, água. Assim me sinto melhor. Telefone toca de novo, é ele, não atendo. Atendi, alô, telefone da minha filha?, 81884563, está bom, beijos. E desligou. É.
......
obs: não ligue para o número do telefone no texto, por que eu inventei. Não faço idéia de quem é. Preferi escrever um telefone com cara de verdade do que botar um que com certeza não existe (tipo 8888888, ou 81818181). Acho que passa a mensagem melhor e não tira a atenção do texto pra um número bizarro. Enfim, não ligue. (:
4 comentários:
Se não quer, entendo. Agora, querer e não fazer (e ainda dizer que não pode), fala sério. Desejos são para ser realizados.
Concordo com o Pedro!
Abçs.
'Aqui faço ponto
- segredos de amores
Não quero, não posso, não devo contar!'
Essa sequencia é a que há: veja só, primeiro o conflito brutal. Debates internos incriveis. Prévias de condenação social.
E ai OPA nao tinha nada a ver,.
ou, ao seu modo, brinks.
liguei.
Postar um comentário